Proposta apresentada na Exposibram prevê mudanças no setor mineral até 2035 e será encaminhada aos candidatos à Presidência
A arrecadação do setor mineral brasileiro pode chegar ao dobro dos níveis atuais e a atividade pode contribuir para a criação de até 5 milhões de empregos nos próximos dez anos. As projeções fazem parte do estudo “Destravando o Potencial da Mineração no Brasil”, apresentado nesta terça-feira (25), em Belo Horizonte, durante a Exposibram, principal evento do setor no país.
O documento foi apresentado pelo CEO da Vale, Gustavo Pimenta, e elaborado com a colaboração da consultoria Accenture. A proposta reúne quatro agendas consideradas prioritárias para o desenvolvimento da mineração brasileira até 2035.
Segundo o estudo, a intenção é discutir medidas capazes de ampliar a participação da mineração no desenvolvimento industrial e econômico do país, além de melhorar as condições para a implantação de novos projetos no setor.
Entre as perspectivas apresentadas está a possibilidade de ampliar a arrecadação gerada pela atividade mineral e aumentar a geração de empregos ao longo da próxima década. Os números, porém, são projeções apresentadas no estudo e dependem da adoção das medidas propostas e das condições econômicas e regulatórias futuras.
A proposta também defende mudanças nos fundamentos do setor mineral, com foco na modernização da atividade e no aumento da capacidade brasileira de atrair investimentos para novos projetos.
O documento deverá ser encaminhado nos próximos dias aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A intenção, segundo a Vale, é contribuir para o debate sobre políticas públicas voltadas à mineração.
A apresentação ocorreu durante a programação da Exposibram, em Belo Horizonte, em um momento de discussão sobre o papel da mineração na economia brasileira e sobre os desafios para ampliar a agregação de valor e os impactos positivos da atividade no país.






