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A visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China para encontro com Xi Jinping ocorre em meio à guerra no Irã e às tensões comerciais e tecnológicas entre as duas maiores potências do mundo. O conflito no Oriente Médio e a disputa por tarifas, tecnologia e minerais estratégicos aumentaram a importância do encontro.

Analistas avaliam que Trump chega politicamente enfraquecido após os desdobramentos da guerra contra o Irã, enquanto a China manteve o crescimento das exportações mesmo após o tarifaço norte-americano. Entre os principais temas da reunião estão a guerra no Oriente Médio, a situação de Taiwan, a venda de armas dos EUA para a ilha e o controle das chamadas terras raras, minerais essenciais para as indústrias militar e tecnológica.

A China, principal fornecedora desses minerais, tem adotado medidas mais duras contra sanções norte-americanas, aumentando a pressão sobre Washington. Especialistas apontam que os EUA dependem de minerais chineses como samário e neodímio, fundamentais para armamentos e equipamentos tecnológicos. O Brasil aparece como peça estratégica nesse cenário por possuir a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, atrás apenas da China.

Analistas defendem que o país pode aproveitar a disputa entre Pequim e Washington para ampliar exportações, fortalecer sua posição internacional e obter ganhos econômicos e políticos de forma soberana.