O Tribunal Superior Eleitoral informou nesta quinta-feira que a alteração no registro de filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi motivada por invasão cibernética ao sistema da Justiça Eleitoral. Em nota oficial, a Corte comunicou que os levantamentos preliminares apontam para o uso indevido da ferramenta por parte de um usuário munido de credenciais legítimas cadastradas junto à própria legenda.
Diante do episódio, o presidente do tribunal, ministro Kássio Nunes Marques, determinou a abertura de inquérito administrativo para identificar a autoria da modificação do registro. A apuração foca no acesso realizado com senhas do partido Missão, descartando qualquer vulnerabilidade no sistema de filiação partidária mantido pelo tribunal.
A Corte analisa o requerimento formal apresentado pelo Partido Liberal para o cancelamento do vínculo do parlamentar com o Missão. O procedimento busca regularizar a situação partidária de Flávio Bolsonaro, indicado pelo PL como concorrente ao cargo de presidente da República, uma vez que a duplicidade inviabiliza o registro formal. O Missão já havia oficializado a indicação de Renan Santos para a mesma disputa.
Em manifestação sobre o caso, a direção do Missão classificou a inclusão do nome do senador no sistema como uma filiação fraudulenta e declarou que não compactua com práticas dessa natureza.






