O Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou legal a greve dos trabalhadores dos Correios, que durou duas semanas, e manteve as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2024/2025, incluindo o reajuste salarial de 5,10%, baseado na inflação do período. A decisão foi tomada pela maioria da Seção Especializada de Dissídios Coletivos, sob relatoria da ministra Kátia Magalhães Arruda.
Apesar da legalidade da greve, os dias parados serão descontados dos salários, com o valor dividido em três parcelas mensais. A paralisação teve início em 16 de dezembro e atingiu nove estados. Os trabalhadores devem retornar às atividades nesta quarta-feira (31). O julgamento encerra o dissídio coletivo da categoria, cuja data-base é 1º de agosto.
Durante a greve, o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo, por se tratar de serviço essencial. A decisão ocorre em meio a uma crise financeira dos Correios, que acumulam déficits bilionários e anunciaram plano de fechamento de até 6 mil agências, além da possível demissão de cerca de 15 mil funcionários. As cláusulas do acordo valerão por um ano e, a partir de agosto de 2026, deverão ser renegociadas do zero.
