João Monlevade registrou um crescimento de 92,1% nas atividades econômicas relacionadas à cultura, arte, esporte e recreação nos últimos cinco anos. O dado é do Observatório Setorial Territorial do Sebrae e coloca o município entre os destaques de Minas Gerais, com desempenho superior ao observado em cidades como Belo Horizonte, Contagem, Uberlândia e Itabira.
O levantamento acompanha um período marcado pela ampliação das políticas públicas voltadas ao setor cultural no município, desenvolvidas pela Fundação Casa de Cultura, que passaram a contemplar ações de formação artística, profissionalização, preservação do patrimônio histórico, turismo e desenvolvimento da economia criativa.
Nos últimos anos, editais de credenciamento e fomento foram utilizados para ampliar o acesso de artistas e agentes culturais às políticas públicas, incentivando a formalização profissional e a criação de novos empreendimentos ligados ao setor. Também foram desenvolvidas ações voltadas ao artesanato, à gastronomia e a outros segmentos da economia criativa.
Os eventos promovidos no município passaram a reunir diferentes profissionais e prestadores de serviços, movimentando setores como comércio, alimentação, hospedagem e transporte. De acordo com a Fundação Casa de Cultura, a contratação de artistas, técnicos e trabalhadores locais contribui para ampliar a circulação de recursos na economia municipal.
A política cultural também foi integrada a iniciativas ligadas ao patrimônio histórico e ao turismo. Programas como o Mercado de Natal, feiras e ações de economia solidária passaram a oferecer espaços de comercialização para artistas, artesãos e pequenos empreendedores.
Segundo a administração municipal, a evolução dos resultados obtidos nas políticas de ICMS Cultural e ICMS Turismo também evidencia o desenvolvimento das ações implementadas nessas áreas.
Ao longo do período, a Fundação Casa de Cultura ampliou o diálogo institucional com órgãos estaduais e federais, entre eles o Ministério da Cultura, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.



Para a diretora-presidente da Fundação Casa de Cultura, Nadja Lírio, o crescimento registrado pelo Sebrae demonstra a importância do investimento contínuo no setor cultural. “Esse resultado nos deixa muito felizes e, principalmente, nos mostra que estamos no caminho certo. Ao longo dos últimos cinco anos buscamos construir uma política cultural que fosse muito além da realização de eventos, investindo em formação, profissionalização, fomento, valorização do patrimônio, turismo e oportunidades para artistas, agentes culturais e pequenos empreendedores. Quando um artista local é contratado, quando um artesão comercializa seu trabalho ou quando um evento movimenta o comércio e os serviços da cidade, toda a economia é beneficiada. O crescimento de 92,1% registrado pelo Sebrae é um indicador importante desse processo e evidencia a necessidade de manter políticas públicas contínuas e estruturadas para o setor”, afirmou.






