Vacinação de cães e gatos continua sendo uma das principais medidas de prevenção, enquanto o vírus permanece circulando entre animais silvestres

O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida por variantes do vírus associadas a cães. Apesar desse cenário, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas, o que mantém a necessidade de medidas de prevenção.

A vacinação de cães e gatos é uma das principais formas de proteção contra a doença. A orientação também é procurar imediatamente um serviço de saúde após mordidas, arranhões ou outros contatos considerados de risco com mamíferos, mesmo quando o ferimento aparenta ser pequeno.

Após a avaliação, o profissional de saúde poderá indicar a profilaxia contra a raiva, de acordo com o tipo de exposição e as condições do paciente. O procedimento pode incluir a aplicação de vacina e de soro ou imunoglobulina.

O atendimento e a profilaxia antirrábica são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

As autoridades de saúde também recomendam que a população evite o contato direto com morcegos e outros animais silvestres encontrados mortos ou que apresentem comportamento incomum. Nessas situações, a orientação é não tentar capturar ou manipular o animal e buscar orientação dos serviços responsáveis.

A raiva é uma doença viral grave e apresenta alta letalidade depois do início dos sintomas. Por isso, a busca rápida por atendimento após uma possível exposição é fundamental para avaliar a necessidade de medidas preventivas.